quinta-feira, 21 de julho de 2011
jhon cheever
1955_Você encontra na rua um colega de turma ou alguém do gênero e aceita um convite para jantar. Assim que põe o pé no apartamento, repara que algo está errado. Sua anfitriã andou chorando e seu antigo colega parece bêbado. Não a ponto de cambalear, mas demonstra aquela agressividade típica de alguns bêbados. Se você recusa os amendoins, ele fica sarcástico. Antes de chegarem à mesa do jantar, ele já começou a agredir, a difamar e a ridicularizar a esposa, e no meio da sopa ele te diz que ela é uma puta nojenta. Ela dá a impressão de ser uma mulher simples e de temperamento doce. Enquanto ela chora e ele a acusa de indecências improváveis de todo tipo, você pega o chapéu, o casaco e vai embora no meio do jantar. Dez ou quinze anos se passam você é abordado de novo pelo velho colega. Ele está acompanhado da mesma esposa, e analisando com curiosidade o rosto dela você tem a impressão de que ela está feliz. O apartamento deles, por acaso, fica perto do seu, de modo que você divide o táxi com os dois e sobe para beber alguma coisa. Tudo está agradável há uns dez minutos quando o seu velho colega pergunta à esposa por que ela não prepara uns sanduíches; por que ela não levanta a bunda gorda e vai fazer algo que preste. Ela começa a soluçar e vai à cozinha, e quando você pega o chapéu e o casaco ele começa a gritar de longe que ela é uma vadia, uma puta nojenta, uma vagabunda.
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